A Cartografia e os Navegadores: Os Segredos da Cédula de 500 Escudos de 1966
A Cartografia e os Navegadores: Os Segredos da Cédula de 500 Escudos de 1966
A notafilia portuguesa é reconhecida mundialmente pela sua beleza artística e precisão histórica.
Durante o século XX, as notas do Banco de Portugal funcionavam como autênticas aulas de história de bolso.
A cédula de 500 Escudos Ouro, Chapa 10, emitida em 25 de Janeiro de 1966, é um dos maiores exemplos desse primor técnico.
Esta peça homenageia a Era dos Descobrimentos e o reinado de Dom João III, o Colonizador.
Através dos mapas antigos e dos instrumentos náuticos gravados, somos transportados para o século XVI.
Hoje, vamos analisar detalhadamente a simbologia do anverso e do reverso desta nota fantástica que enriquece qualquer coleção.
O Anverso e a Consolidação do Império com D. João III
O lado principal da cédula, que você pode conferir na metade inferior da imagem, é dominado pelo retrato do monarca.
Dom João III governou Portugal em um momento de grande expansão territorial e comercial na América e na Ásia.
Os Elementos Técnicos do Anverso
O retrato do rei exibe trajes nobres da Renascença e o seu característico chapéu de época com dobras.
À esquerda do monarca, encontramos uma reprodução fiel de um mapa cartográfico antigo mostrando a costa da África.
Acima do mapa, lemos as inscrições históricas gravadas em latim que decoravam os portulanos dos navegadores.
A nota traz em destaque a identificação da série CQM 12114 e a data de emissão em Lisboa.
Na parte inferior, as chancelas do Vice-Governador e do Administrador garantem a autenticidade e o valor deste papel-moeda de época.
Reverso e a Ciência Náutica dos Descobrimentos
Ao virarmos a cédula, na metade superior da nossa foto, encontramos uma das composições mais belas da numismática.
O reverso é uma homenagem direta aos cientistas, astrónomos e marinheiros que cruzaram os oceanos desconhecidos.
A Rosa dos Ventos e os Navegadores
O lado esquerdo do reverso é totalmente preenchido por uma espetacular e colorida rosa dos ventos geométrica.
Este instrumento era a base da navegação estimada e representava os rumos que guiavam as caravelas portuguesas.
No centro da nota, vemos a escultura de dois navegadores manuseando uma esfera armilar e um astrolábio de metal.
Ao fundo da gravação dos marinheiros, destaca-se a silhueta da antiga fortaleza colonial de "Castello da Mina".
Toda a gravação foi baseada nos desenhos do aclamado escultor Leopoldo de Almeida, trazendo grande valor artístico à peça.
Estado de Conservação e Fatores de Raridade
Para os colecionadores de notas de escudo, o estado de conservação do papel é o fator que mais dita o preço de mercado.
Como o papel de algodão destas notas é sensível, encontrar exemplares sem dobras ou manchas é um desafio.
Como Avaliar a Sua Cédula
Exemplares classificados como "Flor de Estampa" (FE), que nunca circularam, possuem um valor de catálogo muito elevado.
Notas com dobras suaves ou marcas de manuseio entram na categoria de "Soberba" (BC) ou "Bem Conservada" (BC).
A numeração de série e o alinhamento do corte do papel também influenciam o desejo dos grandes investidores do mercado.
Armazenar a sua nota em micas plásticas rígidas e livres de ácidos é essencial para impedir o amarelamento do papel ao longo dos anos.
Conclusão
A cédula de 500 Escudos de 1966 com Dom João III é um tesouro que conecta arte, geografia e orgulho histórico.
Exibir uma peça destas no seu catálogo mostra o nível de sofisticação e a relevância da sua coleção numismática internacional.
Esperamos que este estudo detalhado ajude a identificar todos os segredos escondidos nos desenhos desta nota.
E na sua coleção, você prefere focar nas cédulas de Reis antigos ou nestas emissões clássicas em Escudos?
Deixe o seu comentário aqui embaixo e compartilhe as suas experiências com a nossa comunidade de colecionadores!
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